ESSA EQUIPE PROVAVELMENTE TERÁ A GRANDE COMPETÊNCIA FICAR A FRENTE DOS TRABALHOS DO SINDICATO EM EDUCAÇÃO PÚBLICA DE MIPIBU. PARABÉNS A TODOS E SE DEUS QUISER CONTINUAREI AJUDANDO NA MEDIDA DO POSSÍVEL. VALEU! E VAMOS A VITÓRIA COM FÉ EM DEUS.
O Comando Nacional dos Bancários vai recomendar que a
categoria aprove a proposta de reajuste salarial apresentada pela
Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o que pode marcar o fim da
greve da categoria que completa 21 dias na segunda-feira, disse o
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região neste sábado. Os bancos ofereceram reajuste de 10% nos salários e benefícios, com
ganho real de 0,11%, e de 14% nos vales refeição e alimentação. “Foi uma
vitória dos trabalhadores porque os bancos queriam um reajuste abaixo
da inflação”, disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo
e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia
Moreira, em comunicado.
A ex-candidata presidencial Marina Silva,da Rede Sustentabilidade, voltou a dizer que a corrupção não é problema exclusivo de Dilma Rousseff nem dos presidentes que a antecederam. Em palestra em São Paulo nesta quarta-feira, 21, Marina disse que o País vive uma "insustentabilidade política" e que os cidadãos precisam sair da postura passiva.
"A corrupção não é um problema da Dilma, do Lula, do Fernando Henrique, do Collor, de D. Pedro I nem de D. Pedro II. Enquanto for problema deles a coisa vai continuar feia", disse. "A corrupção é problema nosso e, na nossa insustentabilidade política, achamos que é problema de alguém. Enquanto for assim, não vamos ajudar a resolver o problema", completou.
Marina reiterou que todo apoio deve ser dado às investigações da Lava Jato, mas que é importante uma mudança de postura na democracia brasileira. Ela ponderou que os brasileiros elegem representantes para assumirem um papel de pai e mãe que entregam demandas. E destacou que há figuras na política que gostam de ser colocadas como "grandes mães", em referência indireta à presidente Dilma Rousseff - que foi chamada de "mãe do PAC" pelo ex-presidente Lula.
"Temos a ilusão de eleger alguém para fazer as coisas para nós. Projetamos todas as nossas demandas em uma atitude altamente compensatória", afirmou Marina. "Os eleitos não deveriam ser eleitos para substituir as pessoas, mas para representá-las."
Horário de verão começa domingo; veja 5 efeitos curiosos na sua vida
Mudança afeta a prática de exercícios e até em acidentes de carro. Horário de verão começa no dia 18 e vai até 21 de fevereiro de 2016.
Do G1, em São Paulo
À zero hora deste domingo (18), os relógios deverão ser adiantados em 1
hora em 10 estados brasileiros, além do Distrito Federal, por causa do
horário de verão.
A estratégia foi adotada pela primeira vez no mundo durante a Primeira
Guerra Mundial. Desde então, diversos estudos têm avaliado o impacto da
mudança do horário na vida das pessoas. O efeito não se resume apenas ao
mau humor por ter de acordar uma hora mais cedo.
Segundo as pesquisas, o horário de verão pode afetar o tempo de prática
de atividades físicas, no número de acidentes de carro e até no período
em que funcionários passam navegando na internet de forma improdutiva
durante o expediente.
Conheça 5 efeitos curiosos que o horário de verão pode ter na sua vida, segundo a ciência: 1 - Mais atividade física
Crianças participam de corrida em escola de Atlanta, no estado da
Georgia, nos Estados Unidos: pesquisa que avaliou crianças de nove
países concluiu que crianças se exercitam mais durante o horário de
verão (Foto: CDC/ Amanda Mills)
Um estudo de outubro de 2014 concluiu que, durante o horário de verão,
as crianças tendem a realizar mais atividades físicas do que em outras
épocas do ano, mesmo com as variações climáticas.
A pesquisa, que foi publicada no “International Journal of Behavioral
Nutrition and Physical Activity”, analisou dados de 15 estudos
anteriores, que avaliaram 23.188 crianças de 5 a 16 anos de 9 países.
Elas tiveram o nível de atividade física medido por um acelerômetro.
O resultado indica que o aumento de exercícios observado durante o
horário de verão, apesar de pequeno, ocorreu em todos os grupos de
crianças avaliados, o que faz com que os resultados sejam relevantes. Os
pesquisadores propõem, inclusive, uma expansão das medidas de horário
de verão nos países da Europa e na Austrália com o objetivo de promover
benefícios para a saúde pública. 2 - Ruim para o coração
Estudos constataram mais casos de infarto nos dias que seguem a mudança de horário (Foto: Burger/Phanie/AFP/Arquivo)
Várias pesquisas têm associado a entrada no horário de verão com o
aumento do número de infartos na população. O impacto parece ser
percebido apenas na primeira semana após a mudança. Um estudo publicado em 2008 na revista americana "The New England Journal of Medicine" concluiu que o número de infartos aumentou 5% na semana inicial do horário de verão.
Apesar de o efeito ser pequeno, ele pode ser significativo para pessoas
que têm outros fatores de risco, segundo um dos autores do estudo, o
médico Rickard Ljung. "Talvez um despertar mais tardio na segunda-feira
de manhã possa ser benéfico", disse o especialista, na época da
divulgação da pesquisa.
Estudos mais recentes comprovam essa avaliação. Um trabalho publicado
em março de 2014 na revista “Open Heart” concluiu que, na segunda-feira
após a mudança de horário, o número de casos de infarto atendidos por
uma rede de serviços de saúde nos Estados Unidos aumentou 24%. Enquanto
isso, na terça-feira que seguiu à saída do horário de verão, foi
observado uma redução de 21% dessas ocorrências. 3 - Acidentes fatais
A mudança de horário pode ter consequências fatais, segundo um estudo
que avaliou os dados de acidentes automobilísticos nos Estados Unidos
durante 21 anos. A pesquisa, publicada em 2001 na revista “Sleep
Medicine”, avaliou o número de acidentes fatais ocorridos nos dias logo
em seguida à mudança de horário, em comparação ao número de acidentes
nesses mesmos dias na semana anterior.
A conclusão foi de que a privação de sono na segunda-feira seguinte à
entrada no horário de verão resulta em um pequeno aumento do número de
acidentes fatais. Os pesquisadores associam o aumento às mudanças de
sono e de comportamento decorrentes da mudança de horário. Os
pesquisadores sugerem a adoção de políticas públicas voltadas para
alertar a população sobre as possíveis consequências da privação de sono
nesse período. 4 - Sono na escola
Um dos grupos que sofre com o horário de verão são os adolescentes que
estudam de manhã. Para testar se os jovens americanos estavam sendo
afetados pela mudança, pesquisadores avaliaram um grupo de 40 estudantes
do ensino médio e concluíram que, entre eles, o tempo de sono teve uma
queda média de 32 minutos nas noites seguintes à mudança de horário.
O resultado foi publicado na revista “Journal of Clinical Sleep
Medicine” em agosto. Segundo os cientistas, a diminuição do tempo de
sono durante a noite está relacionada com maior sonolência dos
adolescentes durante o dia. 5 - Enrolando na internet
Estudo
mostrou que as pessoas passam mais tempo 'enrolando na internet' na
segunda-feira seguinte à mudança para o horário de verão: causa é a
privação de sono (Foto: Jay LaPrete/AP)
Por incrível que pareça, a mudança para o horário de verão também pode
fazer com que as pessoas passem mais tempo enrolando na internet em vez
de trabalhar. Um estudo publicado em 2012 na revista “Journal of Applied
Psychology” concluiu que o impacto do horário de verão no tempo de sono
levou funcionários a passar mais tempo navegando de forma inútil na
internet durante o expediente.
Para chegar a essa conclusão, eles mediram o número de pesquisas no
Google por termos como “YouTube”, “vídeos”, “música” na segunda-feira
seguinte à mudança de horário em 200 cidades dos Estados Unidos. A
análise levou em conta os anos de 2004 a 2009 e constatou um aumento de
3,1% nas pesquisas relacionadas a entretenimento nessas datas.
Para concluir que esse padrão de navegação na internet estava
relacionado à privação de sono, os cientistas fizeram também um
experimento em laboratório com 96 estudantes. Depois de terem seu sono
monitorado durante uma noite, eles foram solicitados a sentar em frente a
um computador e prestar atenção em uma palestra de 42 minutos. Aqueles
que tiveram menos horas de sono se distraíram mais na internet do que os
que tinham dormido bem. Horário de verão no Brasil
O horário de verão no Brasil, que começa neste domingo, vai até o dia
21 de fevereiro de 2016. Pela legislação, o horário de verão irá vigorar
nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, nos estados do Rio Grande do
Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo,
Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, além do Distrito
Federal.
Esta será a 40ª edição do horário de verão no país. A primeira vez
ocorreu no verão de 1931/1932. O objetivo é estimular o uso racional e
adequado da energia elétrica.
O Globo também destaca que a presidente vai reduzir seu salário, do
vice-presidente e dos 31 ministros a partir de novembro. Dilma Rousseff
ganha R$ 26,7 mil mensais e deve perder 10%, pouco mais de três salários
mínimos. O corte salarial no topo do poder, porém, é meramente
simbólico num governo onde os gastos são crescentes. O caso da Presidência da República é exemplar. Na última década, se
tornou um agrupamento burocrático de dezenas de organismos, fundos e
secretarias extraordinárias. Gastou R$ 9,3 bilhões no ano passado —210%
mais que em 2005, já descontada a inflação do período. É um volume de dinheiro quase três vezes maior, por exemplo, que o
gasto anual do Estado do Rio na manutenção da rede pública de saúde, com
60 hospitais (1.050 leitos de UTI). Ano passado, as despesas do núcleo
administrativo diretamente vinculado a Dilma somaram R$ 747,6 milhões,
recorde no primeiro mandato. Pouco mais da metade disso (R$ 390,3 milhões) foi usado para pagar
assessoria e serviços prestados à presidente nos palácios onde trabalha e
reside e durante as viagens, segundo dados da Secretaria de
Administração da Presidência disponíveis no Portal da Transparência, do
governo federal. Dilma já custa para os brasileiros praticamente o dobro do que a
rainha Elizabeth II e a família real para os súditos britânicos. A
monarquia consumiu, em 2014, o equivalente a R$ 196,3 milhões, segundo
relatório anual da Casa Real, tendo-se como referência a cotação da
moeda (libra) no fim de agosto.
A foto, tirada pela sonda New Horizons, mostra que uma névoa envolve o
corpo celeste. Esta neblina, formada por pequenas partículas chamadas
tolinas, dispersa a luz solar e lhe confere coloração azulada. As novas imagens da passagem da New Horizons por Plutão também mostram que há água congelada em vários pontos do planeta anão.
Nasa
A descoberta se deu por meio da análise espectral de mapeamentos
realizados pela sonda. De acordo com cientistas da Nasa, deve haver mais
água congelada sob a superfície. "Aparentemente ela está mascarada por outros tipos de gelo mais
voláteis espalhados pela maior parte do planeta. Entender por que a água
aparece exatamente onde aparece, e não em outros lugares, é um desafio
no qual estamos nos aprofundando", disse Jason Cook, membro da equipe
responsável pelo achado.
Pela primeira vez, os cientistas descobriram um réptil que exibe biofluorescência. A criatura, conhecida como tartaruga-de-pente, foi descoberta ao largo das Ilhas Salomão pelo biólogo marinho David Gruber, da Universidade da Cidade de Nova York, nos EUA.
Biofluorescência é a capacidade de absorção de comprimentos de onda electromagnéticas a partir do espectro de luz visível por proteínas fluorescentes em um organismo vivo, e a reemissão desta luz a um nível de energia mais
Conforme relatado pela “National Geographic”, a criatura reflete a luz azul em uma variedade de cores – verde, vermelho e laranja – o que lhe dá uma aparência fantasmagórica e impressionante. Gruber e sua equipe descobriram o animal por acidente, enquanto procuravam crocodilos e filmavam corais que já sabiam ser biofluorescentes.
Gruber disse a que tartaruga “surgiu do nada” e ele e seu colega a deixaram passear por ali sem perturbá-la. Estas tartarugas são criticamente ameaçadas de extinção, sendo que hoje existem apenas alguns milhares de fêmeas reprodutoras restantes em alguns locais. Porém, parece que ainda há muito que não sabemos sobre este animal fascinante.
O motivo pelo qual esta tartaruga usa biofluorescência (seria para o acasalamento? por outros motivos?) ainda não é conhecido. Gruber observou que o brilho vermelho pode ter sido fruto de algas biofluorescentes, mas o verde definitivamente vinha da própria tartaruga.
Essas habilidades estão começando a parecer mais comuns em animais marinhos, e a lista de animais biofluorescentes já inclui enguias e medusas.
Se este animal lhe parece familiar é porque é esta tartaruga que ilustra as nossas notas de R$ 2. Voto para elas começarem a brilhar também!
Bancários de Natal fazem assembleia hoje às 18 horas na sede do sindicato, na avenida Deodoro. Mas a assembleia não será para definir greve que já está definida e começa amanhã. Os bancários vão definir a atuação durante a paralisação que só tem data para começar.
A questão não é "se". É "quando" um asteroide vai bater de novo no planeta e causar uma extinção em massa - muito provavelmente marcando o fim da odisseia de um mamífero desengonçado da ordem dos primatas, o Homo sapiens. Os astrônomos estimam que existam pelo menos 1,1 mil desses bólidos perigosos, com 1 km de diâmetro ou mais passando rotineiramente pelas redondezas da Terra - todos com o potencial de causar uma catástrofe planetária. A qualquer momento.
Exato. Se um asteroide parrudo estivesse vindo agora mesmo em nossa direção (como diziam alguns boatos furados na internet em setembro), estaríamos de mãos tão atadas quanto os dinossauros estavam há 60 milhões de anos. Porque desviar asteroides no braço é algo frequente no cinema, mas nunca nem remotamente testado na vida real. Só que essa história pode mudar logo. Cientistas da NASA e e da ESA, a agência espacial europeia, anunciaram nesta quinta que estão montando uma sociedade para defender o planeta desses bólidos. Eles finalmente vão tentar mover um asteroide, para testar a nossa capacidade de alterar a trajetória de um objeto desses. Como se trata de um teste, o alvo agora não é exatamente um asteroide de grandes proporções, mas uma "minilua". Esta aqui, nesta imagem com direito a close da superfície, feita pela ESA:
Reprodução ESA
A missão, de nome AIDA (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide), vai ser dividida em duas partes. Primeiro, a ESA vai lançar uma nave (a Aim) em 2020, que, em dois anos pretende alcançar o asteroide Didymos, de 750 metros de diâmetro, e seu satélite, a minilua apelidada de "Didymoon", de apenas 160 mestros. Chegando lá, a nave vai investigar a estrutura interna do satélite mirim.
Depois, é a vez de a NASA entrar em ação: em 2022, a agência americana vai lançar a nave (a Dart) destinada a colidir com Didymoon, sob vigilância da Aim. Assim que o "dardo" (Dart) acertar o "alvo" (Aim), vão alterar a órbita da pedra, e a Aim irá monitorar as consequências.
"Para proteger a Terra de possíveis impactos perigosos, nós precisamos entender muito melhor os asteroides - do que eles são feitos, sua estrutura, origens e como eles respondem a colisões. A AIDA vai ser a primeira missão a estudar um sistema binário de asteroides, assim como o primeiro a testar se podemos desviar um asteroide através do impacto com uma nave espacial", disse o líder da parte europeia do projeto, Patrick Michel, numa entrevista ao site Phys.org.
Você pode ver aqui um vídeo oficial em inglês, em que a ESA mostra exatamente como o imapcto vai ocorrer. Se tudo der certo, mandam o Bruce Willis na próxima - brincadeira, infelizmente. Opinião do blog : Deus é maior do que pensamos, ele nunca permitiu que o homem fosse sabedor de todas as coisas que estão ao seu redor; apesar disso a ciência tem se multiplicado de maneira estrondosa nos últimos dias. Sinto que após o último ser humano ser sabedor da palavra na terra, ou seja o evangelho, aí sim será o juízo final,aliás não só sinto como também está escrito no livro que mais nos orienta; "BÍBLIA".
A descoberta foi feita pelo arqueólogo André Strauss, do Instituto Max Planck para Antropologia Evolutiva, na Alemanha, e seus colegas. O estudo foi publicado na edição de 23 setembro da revista científica de acesso aberto PLoS ONE.
Pesquisadores na caverna Lapa do Santo
Decapitação: o achado
O sítio arqueológico Lapa do Santo contém indícios de ocupação humana que remontam a 12.000 anos atrás. Ferramentas de pedra e ossos de animais encontrados no abrigo sugerem que os grupos pré-históricos que viviam ali subsistiam de plantas e da caça de pequenos e médios animais.
Em 2007, pesquisadores descobriram fragmentos de um corpo enterrado, o qual chamaram de “Burial 26”, que incluía um crânio, uma mandíbula, seis vértebras cervicais e duas mãos decepadas.
Os pesquisadores também descobriram que o arco posterior do osso atlas (a vértebra superior entre o crânio e a coluna vertebral) tinha sido quebrado
Foi determinado que os restos tinham 9.000 anos, usando espectrometria de massa. Os cientistas acharam as mãos amputadas dispostas sobre o crânio e observaram marcas de corte em forma de V na mandíbula e na sexta vértebra cervical do indíviduo. A mão esquerda apontava para cima e cobria o lado direito do rosto, enquanto a mão direita apontava para baixo e cobria o lado esquerdo da face.
Os ossos foram enterrados cerca de 55 centímetros abaixo da superfície, sob lajes de calcário, o que sugere que eram parte de um sepultamento ritual deliberado.
Com base na análise de estrôncio comparando a assinatura isotópica de outros espécimes de Lapa do Santo, os pesquisadores sugerem que o decapitado era provavelmente um membro do próprio grupo, e não, por exemplo, um inimigo cuja cabeça foi tomada como troféu.
Cortando cabeças por esporte
Decapitação era provavelmente comum no Novo Mundo. Por exemplo, na América do Sul, cabeças de inimigos derrotados eram frequentemente utilizadas como troféus de guerra – o povo Arara na Amazônia brasileira utilizava crânios dos inimigos derrotados como instrumentos musicais, os Incas transformavam crânios em frascos de bebida, e o povo Jivaro do Equador usava crânios para aprisionar as almas dos seus inimigos. O povo Uru-Chipaya na Bolívia também já empregou crânios em rituais cristãos modificados, e a cultura Chimú no Peru incorporou decapitação como um procedimento padrão em sacrifícios humanos.
“Poucos hábitos ameríndios impressionaram os colonizadores europeus mais do que a tomada e exibição de partes do corpo humano, especialmente quando decapitação estava envolvida”, disse Strauss, principal autor do estudo.
Ainda não está claro por que essa decapitação ritual em Lapa do Santo ocorreu, mas os pesquisadores creem que os locais podem ter usado esses restos para expressar suas ideias a respeito da morte e do universo.
Se este for o caso, esse crânio pode demonstrar rituais mortuários sofisticados entre os caçadores-coletores nas Américas durante este período de tempo, levando a uma reavaliação das interpretações anteriores desta prática, nomeadamente no que diz respeito a suas origens e dispersão geográfica.
Até agora, o mais antigo caso relatado de decapitação ritual na América do Sul conhecido tinha ocorrido há 3.000 anos no Peru. O mais antigo exemplo conhecido na América do Norte tinha acontecido cerca de 6.000 a 8.000 anos atrás, na Flórida.
Além disso, cabeças decepadas encontradas na América do Sul eram tipicamente descobertas na cordilheira dos Andes, o que (anteriormente) sugeriu que a decapitação começou como uma prática andina. A nova descoberta sugere que a decapitação ritual pode ter começado em outro lugar.
Esse lugar pode ser o centro-leste brasileiro. A região tropical de proteção ambiental na qual o crânio foi encontrado é conhecida como Lagoa Santa e coberta de vegetação tipo savana, assim como florestas. A área foi explorada pesadamente no século 19 por pesquisadores que procuravam evidências de interações entre seres humanos e animais pré-históricos gigantes, como tigres-dente-de-sabre.
Lagoa Santa
Na caverna Lapa do Santo, os pesquisadores já haviam encontrado a evidência mais antiga de arte rupestre na América do Sul, que incluía desenhos de pênis, de cerca de 9.400 anos de idade.
No futuro, os pesquisadores esperam extrair e analisar DNA dos restos encontrados, para saber mais sobre a pessoa a quem os ossos pertenciam.